quinta-feira, 2 de julho de 2009

Veja o vídeo e reflita

video

Fonte: Youtube
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Novas alternativas


Em meados dos anos 60, o filme Fahrenheit 451 retratava a preocupação em torno de algo que parecia ter a possibilidade de se tornar real, a extinção dos livros impressos. No filme as autoridades eram preparadas para rastrear, confiscar e destruir todo e qualquer material impresso. Invadiam casas e devassavam vidas de cidadãos que utilizavam todos os recursos disponíveis para que as próximas gerações pudessem ter acesso a tal fonte de conhecimento que vinha sendo substituído por uma nova tecnologia, a TV.

Muitos anos se passaram e essa terrível previsão não se cumpriu, mas ainda hoje se fala no fim dos impressos – não somente os livros, mas os jornais e revistas também. É crescente o número de tecnologias que após a evolução da informática aparecem como alternativa.

A ponta do iceberg foram os “editores de textos” que devidamente unidos a internet se tornou o meio mais prático e eficiente de se trocar informações. As ferramentas de busca, cada vez mais populares nos apresentam centenas de links para qualquer tema.

Então, para que “perder tempo” lendo um livro inteiro se você tem acesso a todo seu conteúdo em apenas algumas linhas? Ou, por que gastar dinheiro com livros, revistas e jornais se cada vez estão disponíveis suas versões digitalizadas?

Antes de responder a essas perguntas é preciso pensar até que ponto e de que forma esses recursos devem ser explorados. Devemos entender que as tecnologias devem ser usadas à nosso favor e que a busca de informações na rede precisa ser vista como um processo altamente complexo, enquanto prática social de leitura.

Hoje, qualquer pessoa com um PC, um editor de texto e uma conexão com a internet pode colocar o que quiser na rede. Por isso, duvidar das informações é essencial. É preciso saber escolher os sites que têm o que se procura e selecionar as informações confiáveis, uma vez que, todo ponto de vista carrega consigo certa parcialidade, nem tudo que estará na internet será verdadeiro.

Outro questionamento a ser feito é qual a influência que o suporte material (papel impresso e as tecnologias – como áudio e vídeo) exerce na relação que estabelecemos com o texto. Deveremos considerar que os novos suportes tecnológicos – sites, blogs, fotologs e padcasts, por exemplo – são novos gêneros textuais com características próprias.

Portanto, saber filtrar, selecionar conteúdos suportados pelas novas formas tecnológicas de se dispor textos, sejam eles de forma integral ou carregado de determinado ponto de vista é fundamental na busca continua pelo conhecimento, que primitivamente era passado de forma oral e passou a ter como sua principal fonte de busca e transmissão, os livros a partir do surgimento do papel e da imprensa.

É preciso entender as novas tecnologias não como substitutas dos livros e jornais e revistas da forma como conhecemos, mas sim como recursos que estão a serviço dos conteúdos, pois é a partir desta soma, entre conteúdos e tecnologia, que nascem oportunidades de ensino passiveis de proporcionar o aprendizado.

ELDA SANTOS

FALANDO EM LEITURA...


Falando em leitura, podemos ter em mente alguém lendo um jornal, revista, folheto, mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler, “vive lendo”, talvez seja “rato de biblioteca”, se “passa o tempo de cima dos livros”, na certa estuda muito. Sem dúvida o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita, e o leitor visto como decodificador da letra. Bastará, porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente: “fazer a leitura” de um gesto, de uma situação; ler a mão, ler o olhar de alguém, ler o tempo, o espaço, indicando que o ato de ler vai além da escrita?

Se alguém na rua me dá um encontrão, minha reação pode ser de mero desagrado, diante de uma batida casual, ou de franca defesa, diante de um empurrão proposital. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. Às vezes passamos anos vendo objetos, coisas e até pessoas comuns ao nosso cotidiano, sem jamais tê-los de fato enxergado. Um dia, por algum motivo nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. Será assim também com a leitura?

Com freqüência nos contentamos a “passar os olhos” no que temos de ler, não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Se o texto é visual, ficamos cegos a ele, ainda que os nossos olhos o fixem. Se for sonoro, parecemos surdos.

Ao começarmos a pensar a questão da leitura é bom lembrar Paulo Freire: “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele.” Ou relembrar Mário Quintana:

“ O mais difícil, mesmo, é a arte de desler.”


Fonte: MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 2004.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Importante saber


Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (Inventor Alemão)

Gutenberg é considerado o inventor dos tipos móveis de chumbo fundido, mais duradouros e resistentes do que os fabricados em madeira, e portanto reutilizáveis que conferiram uma enorme versatilidade ao processo de elaboração de livros e outros trabalhos impressos e permitiram a sua massificação. É a Gutenberg que se atribui o mérito da invenção da imprensa, não só pela idéia dos tipos móveis, como pelo aperfeiçoamento da prensa.

No início da década de 1450, Gutenberg iniciou a impressão da célebre Bíblia, de 42 linhas em duas colunas. Cada letra era feita à mão, e cada página era montada juntando-se as letras. Depois de prensada e seca, era feita a impressão no verso da página.

Fonte: UOL e WIKIPEDIA

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Novo leitor eletrônico da Amazon ganha tela maior e parceria com jornais


Kindle DX tem tela de 9,7 polegadas, adaptada para grandes formatos.
Aparelho chega às lojas dos Estados Unidos por US$ 489.

A Amazon.com lançou nesta quarta-feira (06/05/09) uma versão maior do seu leitor eletrônico Kindle, direcionado para estudantes, acadêmicos e leitores de jornais.

O novo dispositivo, denominado Kindle DX, tem uma tela maior (9,7 polegadas, contra 6 do anterior), mais memória e um software que facilita a navegação de documentos mais pesados. O novo produto custa US$ 489, mais caro que o preço de US$ 359 do Kindle original.

A Amazon disse que cinco universidades farão testes utilizando a versão DX mais para o final do ano.

O presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, participou de uma coletiva de imprensa em Nova York junto com Arthur Sulzberger Jr., editor do jornal "The New York Times", na qual anunciou o lançamento do Kindle DX.

Além do "New York Times", o "Boston Globe" e o "Washington Post" também oferecerão a versão DX a um preço reduzido para leitores, onde a entrega dos jornais não está disponível.

O Kindle, que foi atualizado no começo deste ano, permite que os usuários leiam livros, jornais, revistas e blogs em aparelhos de mão. O produto está disponível por enquanto apenas nos Estados Unidos.

Fonte: G1

Reconfiguração na leitura e na escrita

Com o surgimento das grandes tecnologias, algumas profecias foram anunciadas por todos os lados do mundo. Uma delas e a que causou mais polêmica foi a de que com a revolução digital o livro deixaria de existir.

Com o surgimento da internet e cada vez mais com o crescimento dos meios digitais, milhões de pessoas estão conectadas a rede. A desterritorialização possibilita a grande troca do conhecimento. Um brasileiro que mora no Brasil, por exemplo, pode entrar em uma biblioteca virtual da Inglaterra, isso gera uma passagem de conhecimento simultânea.

O fim do livro não está próximo, mas a humanidade está vivendo rodeada de transformações e mudanças dos modos tradicionais da leitura e da escrita. Muitos internautas preferem ler livros nas telas dos computadores fazendo download nos chamados sites de “ebooks”. Grandes obras literárias que foram escritas durante os séculos estão sendo disponibilizadas não apenas em impressos, mas também nos formatos de arquivos digitais.

Nunca se vendeu tanto livro como nos dias de hoje. Apesar da grande problematização sobre o livro, a internet também criou uma forma para que a comercialização do livro sofra uma crescente. As livrarias estão construindo sites e criando meios para que os leitores comprem seus livros pela rede de maneira fácil e rápida, com apenas um clique as pessoas recebem seus impressos na comodidade de suas casas em apenas alguns dias.

Os livros continuam a serem editados, impressos e publicados em grande escala e com a ajuda da tecnologia esse processo está sendo ágil e simples.

Assim como os avanços tecnológicos, o indivíduo muda e se molda ao o que é imposto durante a sua existência. Pessoas em todo mundo aprenderam a ler nas telas dos monitores e não mais visitam bibliotecas ou abrem uma página de um livro, mas ainda sim existem leitores que não trocam uma visita a uma livraria e ou o prazer de estar com o livro do escritor de sua preferência e sentir o passar de cada página. Independente da era digital, nem os livros e nem as palavras morrerão, pois a importância do ato de ler e escrever continua viva e solidificada.

ISIS DIAS